Saiba como foram os shows do Circuito Banco do Brasil em São Paulo


Ontem rolou a terceira etapa do +Circuito Banco do Brasil e a gente estava lá com mais 30.000 pessoas tomando chuva, calor e curtindo música de muita qualidade no Campo de Marte.

A primeira banda a se apresentar foi a Helga, ganhadora do concurso VozPraTodos, a banda do Rio fez um show bem básico que teve direito a um cover de Motorhead, o público ainda começava a chegar ao local e por isso não estava em bom número.

Nessa hora se via poucas nuvens no céu e o calor era sofrível, mas nem a Pitty que cantou na sequencia e nem o público ligaram pra isso, com um set recheado de hits, a cantora baiana tratou de esquentar o festival mais ainda. As músicas estavam grudadas na cabeça da galera que finalmente saiu do chão e começou a dar vida para o festival, cantando e pulando muito. A performance da garota também foi sensacional, colocou todo seu estilo roqueira em cima do palco, além de ter usado diversos instrumentos alternativos como sinos, pandeiros e até um microfone especial para abafar sua voz em Máscara.

+Skank era a banda menos Rock'n'Roll de todo o festival e por isso tinham uma missão bem difícil, mas que uma banda com mais de 20 anos de estrada fez parecer muito fácil, na verdade o encerramento do show deles talvez tenha sido uma das apresentações mais pesadas de todo o festival, mas falamos disso logo mais. Logo no incio do show o inesperado aconteceu, o tempo fechou e começou a chover bastante no Campo de Marte, mas o público resistiu e viu Samuel Rosa fazer um show com faixas que fizeram a galera esquecer da chuva, como É Proibido Fumar, Vou Deixar e Garota Nacional. Ao final a banda convidou a +Cachorro Grande para repetir uma apresentação de Helter Skelter sensacional que foi feita no VMB de 2006, a música destoou de uma forma positiva de todo o show por conta do peso das guitarras.

Ainda debaixo de chuva forte, a +MGMT pousou no palco do Circuito BB, e na verdade eles parecem ter pousado no lugar errado. Andrew VanWyngarden parecia tímido no palco, durante o show praticamente não se movimentou, além de cantar com uma voz muito baixa, como se quisesse se esconder atrás do microfone. A qualidade da banda era perceptível, as composições eram ótimas mas a falta de interação afastou muito a MGMT do público, até mesmo dos fãs, tudo bem que o áudio do show não cooperou muito, mas o esforço para agradar também não foi dos maiores. O ponto alto foi quando Andrew finalmente resolveu descer do palco com uma GoPro e se aproximar mais da galera, mas aí o público já estava dividido entre os que pediam o fim do show e os que curtiam a viagem dos sons da banda. Quando eles tocaram as mais animadas Eletric Feel e Kids o público resolveu pular e se animar, mas não demorou muito para que se desanimassem novamente com o show preguiçoso da banda. A MGMT tem muita qualidade, mas deve funcionar bem melhor em espaços mais intimistas do que em festivais de rock.

+Paramore era talvez a banda com mais público de todo o festival, por onde se andava via cabelos pintados de azul e camisetas da banda, e foi o que se viu no show, um público que cantou junto todas, eu disse todas as músicas da banda. A apresentação parecia um contraste do que se viu antes no show da MGMT, Hayley é um show de simpatia no palco, no intervalo de cada música sorrisos e elogios eram espalhados por ela e não houve nenhuma parte do palco que não fosse explorada pela cantora. Mas o grande momento do show veio quando Hayley chamou Aline para subir no palco, Aline foi uma das grandes estrelas da noite e talvez você nem saiba quem ela é. A garota foi chamada para cantar Misery Business, ou Miz Biz como chamam os fãs, foi tudo uma loucura muito grande, para sair da grade ela caiu e quase perdeu os óculos, na hora que pegou o mic Aline rodou o cabelo, se jogou no chão, pulou e deixou todo mundo extremamente surpreso, até mesmo Hayley, ao sair do palco o público gritava "Aline, Aline" e há boatos de que Andrew VanWyngarden se roía de inveja dentro do camarim nesse momento. A Paramore deixou o palco depois de pouco mais de uma hora ao som de Ain't It Fun e abriu espaço para os caras da +Kings of Leon.

Essa era a quarta vez que a os Followill passaram pelo Brasil e talvez eles nunca tenham sido tão simpáticos como foram no Circuito Banco do Brasil. Caleb não poupou elogios e chegou a dizer que só sairia dali quando alguém arrancasse ele de lá. A banda abriu o show com Supersoaker, do novo disco Mechanical Bull, mas músicas de todos os álbuns fizeram parte do show, até mesmo Molly's Chamber que faz parte do primeiro disco da banda esteve presente no setlist. O show também teve direito a um bis que contou com as músicas Crawl, Black e fechou com uma das mais aguardas pelo público, Sex On Fire. O show potente da Kings Of Leon certamente não desagradou ninguém, além de ter sido sem dúvidas o melhor que fizeram até hoje na nossa terra.

Você ainda pode ter a chance de ver essas bandas na última etapa do Circuito BB que acontecerá no Rio de Janeiro próximo dia 08, o line up é o mesmo, com exceção do Skank que será substituído pelo Frejat.


Canceriano e, por isso, responsável pelos textos mais dramáticos deste blog. Escreve uns sons, é Social Media e estuda Publicidade na Unisanta. Seu maior sonho é ouvir "Come Fly With Me" de Jetpack.