Transitando entre mundos, eis que surge a Zimbra

Banda Zimbra de Santos Sp

Precisávamos conhecer mais sobre a banda de 2013, escavar o passado e até mesmo o futuro. Pra isso nada melhor que uma entrevista, e foi isso que eu fiz. Aproveitando que o vocalista da banda estuda na mesma faculdade que eu, resolvi entrevista-lo lá mesmo, foi na mesa de uma lanchonete que eu conheci a Zimbra.

Era dia de trote na faculdade, e, por isso, estava tudo muito agitado, mas Rafael e eu estávamos ali para discutir sobre coisa mais séria, música. É fato que a música da Zimbra é um misto de diversos estilos, o que a torna ainda mais universal, mas sabemos que para artistas conseguirem unir diversas referências dentro de um som original não é uma tarefa fácil, para Rafael isso é coisa que só o tempo pode oferecer, foi aí que fomos entender o passado da banda.

Capa do Disco O Tudo, o Nada e o Mundo da Zimbra"Chegou um momento da banda em que sentimos a necessidade de fazer um som maduro". Dizia Rafael sobre a mudança que a banda sofrerá no passado. "Só que não tínhamos bagagem suficiente pra isso, acabou que conhecemos pessoas novas que nos influenciaram muito, mudamos integrantes e chegamos a um resultado que queríamos." 
Realmente as mudanças foram muitas, da formação original só estão o próprio Rafael e o guitarrista Vitor Fernandes, mas essa mudança acabou se tornando fundamental. "Entraram duas pessoas, o Guilherme e o Pedro, e os dois tocavam em outra banda que tinha uma pegada totalmente diferente da nossa. Então eles vieram com muitas influências diferentes e isso foi definitivo pra banda."

Foi com essa fala que a gente percebeu que tudo foi pensado na busca de atingir uma melhor qualidade musical acima de tudo, antes de querer atingir o melhor público, coisa que aconteceu naturalmente. "A gente acha legal alcançar uma galera que precocemente a gente não acreditava ser nosso público, a gente vê de tudo nos nossos shows, mãe de amigo, crianças, adolescentes e até uma galera mais velha adepta de outros estilos."

Essa abrangência de público acaba no fim sendo uma consequência da polaridade do som da banda, que acaba deixando ele com uma cara bastante universal, mas segundo o próprio músico, mudanças ainda acontecerão nos próximos trabalhos "Eu acho que a gente nunca vai poder dizer, esse é o som da Zimbra! A graça de fazer música é sempre você conhecer algo novo e agregar isso no teu som. A gente sempre vai soar parecido mas englobando muitas outras coisas."

Eu claro, quis saber o que eles pensavam sobre o ano de 2013, que foi um ano de um crescimento fantástico, além de terem sido consideradas a banda do ano pelo Júri popular desse site, para o vocalista tudo começou com o lançamento da Ep. "O Start veio com o lançamento da Ep e eu achei demais, crescemos muito na internet e esse ano queremos trazer isso para os shows." 

Conversa vai, conversa vem, falando sobre os projetos da banda, acabei descobrindo que a ideia inicial era que "O Tudo, o nada e o mundo", fosse na verdade, um disco ao vivo, ideia que não foi tão longe. "A gente achava que o ideal era transmitir a música do jeito que a gente toca, mas a gente não estava ainda encaixadinho, tocando de olhos fechados, mas ainda temos muita vontade de fazer." E isso pra mim define bem o que é a banda, fazer um som sincero acima de qualquer coisa, antes de atingir a popularidade, atingir o que acredita. É assim que se constrói uma banda, de coração, com a evolução que só o tempo trará, depois de transitar por diversos mundos, mas nunca com um ponto final.


ANDRÉ YANK
Canceriano e, por isso, responsável pelos textos mais dramáticos deste blog. Escreve uns sons, é Social Media e estuda Publicidade na Unisanta. Seu maior sonho é ouvir "Come Fly With Me" de Jetpack.