5 Gênios da música que você não verá ao vivo




Algumas perdas são inestimáveis para o mundo da música, principalmente por sua postura nos palcos, suas apresentações e seus impactos nas apresentações das gerações subseqüentes, e acaba sendo triste saber que não veremos essas apresentações brilhantes, aqui na terra pelo menos. Veja aqui 5 artistas na opinião de músicos e críticos, que junto com suas apresentações, fazem uma enorme falta hoje em dia.



Michael Jackson - por André Yank


"Se hoje em dia a gente vê performances de palco que vão muito além da música, como Madonna, Lady Gaga, Kanye West, é culpa desse cara. Uma vez eu ouvi em um programa de humor americano a seguinte piada "O Michael Jackson sim fazia shows, ele suava, a gente via ele perder peso no palco". Pode ser exagerada a frase (e é), porém, isso demonstra o quanto o artista se doava em palco, o quanto ele pensava em suas apresentações, o quanto depositava tudo dele em seus shows. MJ foi um artista insubstituível que eu espero que seja lembrado sempre."





4 Johnny Cash - por Victor Birkett


"Infelizmente jamais poderei ver o mestre Johnny Cash ao vivo. Me identifico bastante com sua personalidade, seus erros e acertos na vida e principalmente sua música. Grande ícone. Seu amor por June Carter é realmente uma das histórias mais bonitas que vi. Logo depois que ela faleceu, ele se foi também. Foram ficar juntos no céu, paraíso, plano superior ou o que é que nos espere quando formos dessa para uma melhor. Tenho até uma pequena setlist de canções que gostaria de assistir ao vivo, mas a principal seria The Greatest Cowboy of Them All."




3 Bob Marley - por Rodrigo Monteiro


"Bob Marley deixou um legado gigantesco para a música. Com seu jeito e sua música simples, o ídolo do reggae ensinou que não é necessário fazer sons complexos, desde que o que você toque ou cante seja verdadeiro. Independente sobre o que você fala, seja amor, fé, política ou qualquer outra coisa, seja verdadeiro, esse foi o seu ensinamento principal.

Sua postura nos palcos também deixaram um grande ensinamento. Dias após sofrer um atentado, em que sua mulher ficou internada em estado grave, ele fez um show em que chamou os dois principais suspeitos de serem mandantes do crime - dois políticos que guerreavam na Jamaica - para cima do palco fazendo-os pedirem paz. O ato foi importante para a história de seu país, a guerra política teve uma breve pausa após isso.


Infelizmente, jamais veremos o mestre Bob Marley tocando, cantando e dançando ao vivo, mas ele deixou um legado gigantesco para o mundo da música e podemos nos divertir com os seus onze filhos músicos, sem contar os que não seguiram a profissão do pai."




Ian Curtis - por Rafael Melo


"Ian Curtis foi sem dúvida uma grande perda para o mundo da música no século passado. Frontman do Joy Division, ele é tido por críticos como o precursor do movimento post-punk inglês, que mudou o cenário musical dos anos 80 e de tudo que veio à seguir. Numa época tomada pelo punk do Sex Pistols e The Clash, que sem dúvida tem um puta valor, surge o Joy Division que passou a servir como um marco para as bandas inglesas, das melancólicas ao britpop atual.

Mesmo que você não saiba de nome, você sem dúvida já ouviu a voz do Ian Curtis, na música Love Will Tear Us Apart, um daqueles hits que todo mundo já ouviu alguma vez e que todo mundo faz cover (contei no Wikipédia agora e são mais de 30 versões da música gravadas por artistas desde de Bjork à Fall Out Boy). Realmente, a versão original no ouvido popular leva a comentários do tipo ah, a música é legal mas seria melhor se a voz do cara não fosse tão estranha, se referindo a voz barítona e fora do padrão do vocalista ou a música é boa mas a banda é bizarra, se referindo ao estilo quase esquizofrênico das performances ao vivo dos caras.

Ian não chegou nem aos 27 (se suicidou com 24 anos), mas deixou um legado que influenciou grandes nomes como The Cure, Radiohead, Arcade Fire, entre outros. Ele é, sem dúvida, um dos gênios que ao menos eu gostaria muito de assistir no palco."




1 Jim Morrison - por Lucas Tonon


"Jim sempre foi um poeta com uma alma atormentada, e isso fez que ele criasse clássicos da música e virasse uma lenda. O Morrison foi uma verdadeira metamorfose, uma mistura com o bizarro e o perfeito."